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Embrapa
estuda controle de pragas do pinhão manso
A Embrapa Agropecuária Oeste
(Dourados, MS) está realizando estudos buscando identificar quais
são as principais pragas do pinhão manso. Observações iniciais do
pesquisador Harley Nonato de Oliveira, na região de Dourados,
mostram que uma delas, a cigarrinha verde, inicia a
colonização da planta no final do ano e apresenta maiores populações
nos primeiros meses do ano seguinte. O pesquisador explica, ainda, que em
regiões onde o período outono-inverno é mais quente e chuvoso, as
plantas permanecem folhadas. “A permanência ou não das folhas na
planta pode afetar a incidência dos insetos na cultura”, acrescenta.
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Sustentabilidade
de pastagens – manejo adequado como medida redutora da emissão de
gases de efeito estufa
Desenvolvimento
sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da
geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as
necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não
esgota os recursos para o futuro. A produção animal com
sustentabilidade contempla os aspectos sócio-econômicos e
ambientais. As
pastagens cobrem cerca de dois terços de toda a área agricultável do globo
terrestre. No Brasil, as pastagens ocupam cerca de três quartos da área
agrícola nacional (Brasil, 2006), cerca de 210 milhões de hectares,
assumindo posição de destaque no cenário agrícola brasileiro. Entretanto 30%
dessas pastagens estariam degradadas. Estima-se que o Brasil tenha mais de
120 milhões de hectares de pastagens cultivadas, e que 85%
dessa área seja ocupada por braquiárias. Somente no Estado de São Paulo,
as braquiárias ocupam em torno de 7,6 milhões de hectares num total de 9,2
milhões de hectares com pastagens, e que aproximadamente 50% desse
total já se encontrem em algum estádio de degradação.
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Viróides
como alternativa para a indução de nanismo em citros
Os viróides são os menores sistemas genéticos capazes de se replicar
no interior de uma célula e, até o momento, encontram-se confinados
ao Reino Vegetal. São constituídos por um pequeno RNA (246-401 nt)
de fita simples, circular, que não codifica proteínas, sendo
totalmente dependentes do hospedeiro para cumprir as etapas do seu
ciclo infeccioso. Os viroides são classificados, de acordo com
propriedades biológicas e moleculares, em duas famílias:
Pospiviroidae e Avsunviroidae. Esses patógenos causam
doenças em culturas de importância econômica, sendo que seus efeitos
podem ser devastadores ou, em alguns casos, a infecção pode ser
latente. Os sintomas induzidos por viróides são similares àqueles
causados por vírus de plantas, sendo os mais comuns: epinastia,
clorose e deformações em folhas, frutos e caule, além de nanismo. Os
viróides estão entre os patógenos importantes dos citros com cinco
espécies, todas pertencentes à Família
Pospiviroidae: Citrus exocortis viroid (CEVd),
Citrus bent leaf viroid (CBLVd), Citrus dwarfing viroid
(CDVd), Hop stunt viroid (HSVd) e Citrus bark
cracking viroid (CBCVd), além do Citrus viroid original
source (CVd-OS) e o Citrus viroid V (CVd-V), propostas
como espécies tentativas. Há duas doenças descritas em variedades de
citros de importância econômica: (i) a “exocorte”, causada pelo CEVd;
(ii) e a “xiloporose”, causada por variantes específicas do HSVd. O
controle dos viróides em citros é baseado em programas de indexação
e limpeza de material de propagação.
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Intoxicação
por organofosforados em bubalinos
Os bubalinos, apesar de demonstrarem resistência a
algumas enfermidades, apresentam uma maior sensibilidade aos
organofosforados, levando a quadros graves de intoxicação com alta
mortalidade, principalmente em aplicações “pour on”. Os
organofosforados são compostos orgânicos, usados tanto na
agricultura quanto na pecuária como inseticidas e antiparasitários.
Os princípios ativos mais freqüentemente usados são: metaminofós,
dimixion, fenitrotion, fention, fosfomet, triclorfon, clorfenvinfos,
ethion, diazinon e clorpirifós. Esses compostos podem ser absorvidos
pelo organismo animal pela via digestiva, por inalação ou por
contato com a pele ou mucosas. Esses produtos
agem no impulso nervoso, inibindo a enzima colinesterase, levando ao
acúmulo de acetilcolina nos tecidos. Esse acúmulo é responsável
pelos sinais clínicos: muscarínicos, caracterizados por salivação,
sudorese, diarréia, tenesmo, dispnéia e bradicardia; nicotínicos que
se manifestam com tremores, tetanias, rigidez muscular, paresia e
paralisia; e os do sistema nervoso central que causam inquietação,
ataxia, convulsão, depressão e coma.
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Pulgão
do algodoeiro: um sério problema
O pulgão do algodoeiro, Aphis
gossypii, é um inseto de tamanho pequeno, medindo cerca de 1,3
mm de comprimento e de coloração variável do amarelo-claro ao verde
escuro. Entre os adultos predomina a cor verde escura. Vivem sob as
folhas e brotos novos das plantas sugando a seiva. A capacidade de
reprodução desses insetos é enorme e processa-se por partenogênese,
isto é, sem a participação do macho. Nas populações de pulgões
ocorrem formas aladas e ápteras. À medida que a população começa a
crescer de maneira muito intensa, levando à falta de alimento,
aparecem as formas aladas, que voam para outras plantas, para
iniciarem novas colônias. É uma das primeiras pragas que ocorrem no
algodoeiro, podendo ser presenciada logo após a germinação das
plantas. Em diferentes épocas do ano, os pulgões permanecem em
plantas silvestres ou cultivadas. As fêmeas aladas emigram para o
algodoeiro quando as lavouras são estabelecidas.
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Efeito
do recipiente de colheita na qualidade de morangos
A qualidade final de um produto
agrícola é determinada, entre outros fatores, pela incidência de
defeitos pós-colheita de natureza diversa (danos mecânicos,
desordens fisiológicas e doenças), que são responsáveis por perdas
significativas, qualitativas e/ou quantitativas, durante sua
comercialização. Estes defeitos podem ter sua origem antes da
colheita, ocorrer no momento da mesma, pelo manuseio incorreto, e
continuar nas etapas subsequentes: casas de embalagens, transporte,
mercados atacadista e varejista, até a mesa do consumidor. Apesar da
falta de estimativas precisas das perdas causadas pelos defeitos
pós-colheita para cada produto isoladamente, há um consenso de que
elas variam de 10 a 50%, dependendo do produto, da região produtora
e da tecnologia empregada na sua produção e conservação. A redução
das perdas pós-colheita na cadeia de comercialização das frutas
representa um constante desafio, já que estas apresentam alto teor
de água e nutrientes e, mesmo depois de colhidas, mantêm processos
biológicos em atividade, o que as predispõe a injúrias fisiológicas,
mecânicas e doenças (Kader, 2002).
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Pragas
que atacam repolho: alternativas para controle
Segundo alguns historiadores, o
repolho (Brassica oleracea var. capitata), uma
hortaliça cultivada na Europa desde 5.000 anos a.C, na verdade é uma
variedade de couve silvestre (B. oleracea var.
silvestris). Consumido por quase todos os povos, cozido,
refogado, em sopas, saladas cruas, em conservas (o tradicional
chucrute alemão) e o conhecido charutinho árabe. O repolho é uma hortaliça muito
cultivada, principalmente no sul e sudeste do Brasil. Segundo
levantamento do Instituto de Economia Agrícola, de 2007, o cultivo
dessa olerícola se dá em todo o Estado de São Paulo. Porém, apenas
quatro regiões (Sorocaba, Mogi das Cruzes, São João da Boa Vista e
São Paulo) concentraram a maior parte da produção. Da família das couves, tanto o verde
como o roxo, superam em consumo o brócolis, couve de Bruxelas e
couve flor. Rico em fibras e pobre em calorias (uma xícara de
repolho contém menos de 30 calorias), é boa fonte de vitamina C e
contém quantidades significativas de potássio, folato (ácido fólico)
e betacaroteno.
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Diálogo de vidas: a ciência dos sistemas
agroflorestais complexos
O conceito de
sistema agroflorestal ou agrofloresta é muito debatido no meio
acadêmico. A definição mais inclusiva encara o termo agrofloresta
como um nome coletivo de sistemas de uso da terra nos quais espécies
lenhosas perenes (árvores e arbustos) estão se desenvolvendo em
associação com plantas herbáceas (vegetais, pastagens) ou animais,
em um arranjo espacial, uma rotação, ou ambos. Destaca-se a
importância da dimensão sistêmica, que se evidencia nas interações
de interesse ecológico e econômico entre as árvores e outros
componentes do sistema. Apesar de
aceitar-se o conceito ampliado, de que basta a presença de árvores
em consórcio com plantas herbáceas e arbustivas, sejam exóticas ou
nativas, desde uma perspectiva agroecológica os Sistemas
Agroflorestais (SAF´s) mais adequados são aqueles que mais se
aproximam da dinâmica sucessional da vegetação original, sua
estrutura e funcionalidade, visando atender demandas humanas de modo
sustentável ao longo do tempo.
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Você
conhece a batata que come?
A batata é um dos
alimentos mais versáteis, sendo usada como prato principal ou
complemento de pratos. Por apresentar um sabor não acentuado, este
tubérculo é muito apreciado para acompanhar pratos diversos. A história conta
que o uso da batata como alimento foi introduzido pelo povo inca do
Peru. Apesar de a região andina apresentar mais de 200 espécies
silvestres tuberíferas e mais de 10 espécies cultivadas, em 1570, os
conquistadores espanhóis invadiram o Império Inca em busca de
riquezas, levando uma única espécie de batata: Solanum tuberosum
ssp. andigena para a Europa e o restante do mundo. Esta espécie foi
disseminada pelos navegadores espanhóis e ingleses para as colônias
– origem da denominação de “batata inglesa”. Entretanto, foram os
incas e outros povos indígenas que, durante oito milênios,
desenvolveram a bataticultura, utilizando espécies andinas. Recente
pesquisa, baseada no DNA, comprovou que todas as variedades da
batata descendem de uma única variedade de planta originária do sul
do Peru.
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Resistência de frutíferas a insetos
Plantas e insetos
convivem há milhões de anos. Processos coevolucionários têm
possibilitado a adaptação às condições adversas do ambiente, por
meio da diversidade de respostas aos fatores abióticos e bióticos,
mediados pela variabilidade genética dos indivíduos de uma mesma
população. Fatores bióticos que exercem pressão de seleção, tal como
a ocorrência de artrópodes fitófagos, muitas vezes, são
condicionadores do padrão de dispersão das espécies, como também
podem sofrer regulação devido à acumulação diferencial de compostos
do metabolismo primário e/ou secundário das plantas. Muitas famílias
de plantas desenvolveram mecanismos de resistência, produzindo nos
tecidos atacados (folhas, frutos e órgãos de reserva) inibidores
para as enzimas digestivas dos insetos fitófagos. Uma vez que a
enzima é inibida, a assimilação de nutrientes pelos insetos é
reduzida e, conseqüentemente, o desenvolvimento dessas pragas é
afetado.
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Pimentas – muitos tipos, muitas opções
A palavra pimenta é usada indistintamente para descrever
o conhecido condimento picante. Na verdade, este condimento pode ser
elaborado com frutos de vários tipos de plantas que têm origens
muito diferentes. A confusão, no entanto, pode ser facilmente
desfeita quando é conhecido o nome científico da planta ou mesmo
quando se sabe a que família botânica a planta pertence. Entre as
tantas pimentas conhecidas, estão as do gênero Capsicum, da
família Solanaceae: Capsicum baccatum, Capsicum annuum,
Capsicum frutescens, Capsicum chinense e Capsicum
pubescens. Os frutos são conhecidos por um grande número de
nomes populares, com destaque para pimenta vermelha, pimenta
dedo-de-moça, pimenta malagueta, pimenta-de-cheiro e pimenta comari.
Possuem como característica marcante a presença de capsaicina, a
substância responsável pela pungência (ardência) característica,
cujo grau varia de acordo com a espécie.
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Mandioca para a produção de etanol
A chegada do século 21 trouxe novos
enfrentamentos à humanidade. O mais importante, ou pelo
menos o de maior visibilidade, é o futuro de uma
civilização altamente consumidora de energia com a
matriz energética concentrada em combustíveis fósseis.
São cogitadas várias fontes alternativas de energia,
porém as mais interessantes são as energias limpas, ou
seja, aquelas que não têm efeito poluidor principalmente
não contribuem para emissão de gases que agravam o
efeito estufa. As energias limpas renováveis são das
mais promissoras principalmente a energia oriunda da
biomassa. A revolução energética em curso anuncia
uma ruptura vista de ângulos muito diversos. Para alguns
trata-se de um fantástico desafio tecnológico em busca
de novas fontes energéticas e aperfeiçoamento de
processos para o abastecimento o que desembocará em um
novo arranjo geopolítico de poder em nível mundial. Para
outros, o horizonte é muito mais amplo. É a ruptura
necessária para salvar o planeta e a oportunidade de
construir uma nova sociedade que substitua o modelo de
concentração produtivo vigente por outro que seja
descentralizado, desconcentrado e auto-sustentável que
produza sociedades mais justas e igualitárias com visão
de mundo não antropocêntrica, mas tendo a humanidade
como integrante do ambiente.
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Cultivo de soja em terras baixas em ano de
El-niño
Na última década, a
área cultivada com soja na metade Sul do RS aumentou mais de 10% ao
ano, e a cultura vem sendo inserida tanto em áreas altas quanto nas
terras baixas da região. Diversos levantamentos apontam que a metade
sul do RS é, praticamente, a única região com área disponível para
expansão desta cultura no Estado. Nas terras baixas, a incorporação
da soja ao sistema de produção de arroz pode melhorar a fertilidade
do solo, reduzir plantas daninhas e trazer, onde antes amplas áreas
permaneciam em pousio, a possibilidade de uso agrícola e obtenção de
recursos financeiros ao produtor. Dentre os componentes de um
cenário favorável ao cultivo de soja podem-se citar, ainda, a
crescente demanda mundial por alimentos e por energia, a vantagem
logística regional quanto à distância ao porto de Rio Grande -
condição que diminui gastos com transporte de fertilizantes e
escoamento da produção - e a redução do custo de diversos insumos
para esta safra 2009/10 quando comparados aos custos do ano
anterior.
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Estratégias de implantação do Programa
Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos na rede municipal de
saúde de Pindamonhangaba-SP
O município de Pindamonhangaba
localiza-se na região do Vale do Paraíba, no eixo entre São Paulo e
Rio de Janeiro, sob as coordenadas de latitude 22º 56' 15" S e de
longitude: 45º 26' 15" W. A população do município foi estimada em
144.665 habitantes, segundo dados do IBGE (2007). Possui um programa
de plantas medicinais e fitoterapia na rede de saúde desde 1990,
iniciado por duas servidoras públicas, médica e assistente social. A
médica recebeu treinamento de acordo com as recomendações da
Resolução CIPLAN nº. 8/1988, que regulamentava a implantação da
Fitoterapia nos serviços de saúde e criava normas para sua prática
nas unidades assistenciais médicas. Ao longo do histórico da
implantação da fitoterapia em Pindamonhangaba, anterior ao projeto
atualmente financiado pelo Programa de Pesquisa de Políticas
Públicas da FAPESP, que compreende o período de 1990 a 2005, a
equipe de saúde responsável desenvolveu atividades que estão de
acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Plantas Medicinais
e Fitoterapia atual (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008).
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Do campo ao laboratório: procedimentos básicos
para uma pesquisa bem sucedida
O Brasil possui uma das mais
ricas floras do planeta e certamente abriga alta percentagem das
mais de 250.000 espécies de plantas (Briófitas, Pteridófitas,
Gimnospermas e Angiospermas) já descritas pela ciência. A diversidade vegetal
brasileira ainda está muito aquém de ser plenamente conhecida, mesmo
se considerarmos apenas o levantamento de suas espécies. O próprio
Estado de São Paulo, trilhado por Botânicos desde o século XIX e
contando com tradicionais centros de estudos de Botânica, ainda nos
surpreende com várias novas espécies, como podemos apreciar nos
volumes da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo.
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Uso
agrícola de resíduos orgânicos
As atividades agrícola e pecuária, assim como a indústria de
transformação de seus produtos, geram grandes quantidades de resíduos
orgânicos, incluindo folhas, palhas, cascas, bagaços, tortas, camas e
estercos, entre outros. Todos esses resíduos, se não forem devidamente
tratados, podem causar poluição no solo e nos rios. No entanto, uma das melhores formas de tratamento de resíduos é seu uso
no solo, como fertilizante de culturas, transformando um problema
ambiental em insumo agropecuário barato e permitindo a reciclagem de
nutrientes, quando são observadas algumas regras técnicas. Para fazer a fertilização correta de qualquer cultura, o primeiro passo
é conhecer a sua necessidade de nutrientes e quanto tem de nutrientes no
solo. A partir disso, verifica-se quanto deve ser fornecido ao solo com
o uso de fertilizantes. Para o bom uso de resíduos como fertilizante é
essencial conhecer a composição aproximada dos mesmos, o que pode ser
feito por análise ou consultando tabelas que já existem em livros ou nos
escritórios da assistência técnica.
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Cultivo
protegido da videira ‘Niagara Rosada’
Na região compreendida pelos municípios de Louveira e Jundiaí os
viticultores utilizam, principalmente, o sistema de condução em espaldeira a céu aberto para cultivo da `Niagara Rosada`.
Recentemente, em Santa Catarina, a Epagri (Empresa de
Pesquisa Agropecuária e Extensão de Santa Catarina), visando
orientar o produtor na utilização de cultivo protegido para a
videira, passou a preconizar o uso do sistema de condução manjedoura
em `Y`(Epagri, 2006), para facilitar a colocação de plástico, ráfia
ou mesmo telado plástico. Com o objetivo de utilizar vinhedos de `Niagara Rosada`, já
implantados, visando a conversão do sistema em espaldeira para
manjedoura em `Y` foi iniciada, em 2004, a avaliação desta técnica
aliada ao uso de cobertura com plástico, em vinhedos de ‘Niagara
Rosada’ existentes no Centro de Fruticultura do
Instituto Agronômico (IAC-APTA- SAA), em Jundiaí, SP.
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Bioecologia
de Tribolium castaneum (H.) (Coleoptera: Tenebrionidae)
Faroni e Frabetti (2009) escrevem
que: “a família Tenebrionidae, a qual pertence a espécie
Tribolium castaneum (H.) é uma família muito grande, com mais de
10.000 espécies de insetos conhecidos, dos quais 100 têm sido
encontrados associados com produtos armazenados. Diversos deles
estão entre as mais importantes pragas secundárias de produtos
alimentícios armazenados. T. castaneum tem ocorrência
mundial, sendo considerada uma praga secundária de importância aos
cereais, tais como o arroz, o milho, o trigo (BERNANDO QUÍMICA,
2006). As
espécies T. castaneum e T. confunsum são muito
semelhantes entre si. Apresentam coloração uniforme e pronoto com
forma retangular. Porém, distinguem-se na prática pelas antenas. Em
T. confunsum os artículos antenais aumentam de tamanho
gradualmente da base para a ponta e os adultos não voam, enquanto em
T. castaneum os artículos antenais são do mesmo tamanho e o
adulto é bom voador (GALLO et al, 2002).
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Cuidados na conservação do morango
Os morangos são
frutas muito perecíveis, delicadas e de curta vida pós-colheita. Os
danos mecânicos, as feridas e as batidas durante a colheita, o
transporte e a comercialização, deixam a fruta susceptível ao ataque
de microorganismos causando importantes perdas pós-colheita. Os fatores de
campo que afetam o cultivo do morango, como as condições climáticas
(chuvas, ventos), nutricionais (excesso de nitrogênio, falta de
cálcio) e qualidade da muda, dentre outros, podem condicionar, em
parte, a qualidade da fruta na pós-colheita (comercialização). Por
outro lado, na própria etapa de pós-colheita alguns aspectos são
importantes para a manutenção da qualidade. A cor é um importante
critério de maturação, sendo que os morangos deveriam ser colhidos
com 75-80% de coloração vermelha.
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Afinal, por que devemos comer mais feijão?
Hábitos
alimentares resultam da conjunção de inúmeros fatores. Destacam-se
dois. O primeiro, fundamental, principalmente nos primórdios da
civilização, está ligado aos tipos de plantas e animais presentes na
área de domínio da população, que possam vir a servir como alimento.
Mesmo sendo mais recente, podemos citar a situação do feijão no
século XII, na Europa. Hipoteticamente, nesse século o mesmo não
poderia constituir-se em alimento pois só foi levado para lá após a
descoberta da América, no fim do século XV. Outro
fator importante na formação do hábito alimentar é a imigração, pela
qual povos vindos de outras regiões do globo trazem sua cultura e
suas tradições para as novas terras que passam a habitar, fazendo
parte deste contexto os alimentos tradicionalmente consumidos. No
caso de plantas, trazem também as sementes das espécies que
constituem estes alimentos. Estas espécies, muitas vezes, sofrem um
processo de adaptação ao novo ambiente onde serão produzidas e esta
prática acabou por transformar e, até certo ponto, uniformizar a
alimentação no nosso globo.
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A gestão dos usos múltiplos da água
A essencialidade
do recurso natural água à vida é notória. Com volume total na terra
limitado a 1,4 bilhão de km3, a maior parte desse recurso
apresenta-se como água salgada (96,54%), de difícil aproveitamento
para satisfação de necessidades básicas como dessedentação e mesmo
irrigação. A água doce proveniente de rios e lagos representa apenas
cerca de 0,007% da água doce total, sendo essa a maior fonte de uso
da água, principalmente no Brasil. Apesar disso, o Brasil parece
estar livre de tais problemas, por possuir cerca de 12% da água doce
de todo o planeta. Aliado a esses fatos, tais preocupações parecem
distantes da realidade do nosso país. Entretanto
conflitos potenciais são perceptíveis quando comparadas as
quantidades de água necessárias para suprimento dos diversos
interesses. Com relação à quantidade, 70% da água brasileira se
encontra na região Norte, onde existe a menor densidade
populacional, ou seja, a demanda é maior em regiões de menor
disponibilidade. A agricultura irrigada é a maior consumidora,
utilizando cerca de 70% da água disponível, seguida pela indústria.
No país, a agricultura concentra-se na região Centro-Oeste, Sudeste
e Sul, que detêm, juntas, cerca de 28,2% da água nacional, e cerca
de 64,11% da população.
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Tecnologia, inovação e desigualdade social
Estamos vivendo o
que se convencionou chamar de terceira revolução industrial ou
revolução técnico-científica, demarcada pelo desenvolvimento
industrial com aplicação de tecnologias de ponta em todas as etapas
produtivas. Ou seja, tecnologias que embutem técnicas e processos
que lhe conferem alto valor de mercado e que representam, hoje, um
dos mais promissores negócios de âmbito global, especialmente com as
regras de patenteamento e propriedade intelectual que se espalharam
pelo mundo e garantem que o “inventor” recolha seus lucros. Trata-se de uma
nova fase produtiva, que já não se limita a produtos de pouco valor
agregado, como nas revoluções industriais anteriores. Nesta nova
ordem, ganha o conhecimento inovador, no qual foram gastos muitos
anos de estudos e pesquisas e que conferem elevados valores ao
produto final. Note-se que o grosso da matéria-prima, aqui, é o
próprio conhecimento, ou a informação qualificada.
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Batata-doce
para produção de biocombustível
A utilização dos "combustíveis limpos", não derivados de petróleo, e
fontes minerais, pode impulsionar a produção de álcool a partir da
batata-doce no Brasil, com a vantagem de não poluir.
O princípio básico da produção na agricultura é a conversão, pelas
plantas, da energia solar em energia química. Programas
de biomassa, responsáveis por 25% da energia primária do País,
também podem representar um incremento na geração de empregos e
diminuição dos danos ambientais causados pelo petróleo e pela
cana-de-açúcar.
A cana-de-açúcar utilizada para produção de
bioenergia entre os anos 70 e 80, foi apontada como uma das
responsáveis pelo elevado índice de queimadas e reprodutora da
estrutura agrária de monocultura e latifúndio, além do alto custo de
produção, devido à grande mecanização. A batata-doce, ao contrário,
privilegia os pequenos produtores rurais por não exigir grandes
áreas de plantio, apresenta custo baixo para implantação da lavoura
e alto rendimento, além da
possibilidade de ser produzida em terras menos férteis, ser uma
cultura cuja necessidade de investimento é relativamente pequena e
os resíduos da produção poderem ser usados como ração animal.
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Decreto 6.514: avanços e retrocessos na
questão ambiental
Em 22 de julho de 2008, o Governo Lula decretou uma nova
regulamentação para a Lei de Crimes Ambientais, o Decreto 6.514. Em
resumo, pode-se dizer que este regulamento apertou o cerco contra os
infratores, estabelecendo prazos claros para o ajustamento de
conduta e valores bastante significativos para recompensar os danos
ao meio ambiente.O novo decreto repercutiu significativamente no
setor agrário brasileiro, iniciando-se um grande debate nacional,
que apesar do exercício democrático da disputa de idéias, poderá ter
um desfecho incômodo no que se refere a real preocupação ambiental
do Estado e de setores importantes da economia, com destaque à
agricultura empresarial.
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As opções públicas de café sob amplo
escrutínio
A tradição weberiana ensina-nos
que o Estado pode ser definido como um aparato racional de regulação
que entre outros elementos precípuos, se responsabiliza pelo bem
estar dos cidadãos, notadamente, os menos favorecidos. Assim,
compete ao Estado a condução de políticas públicas que promovam o
crescimento econômico. Recentemente, agregou-se a esse princípio o
conceito de sustentabilidade sócio-ambiental das diretrizes com
mensuráveis reflexos sobre a mitigação da heterogeneidade social.
Embora existam metodologias para a
mensuração dos impactos de uma determinada política, há ainda uma
precariedade quando são avaliados seus impactos multidimensionais
(econômico; social e ambiental). Um procedimento razoável orientado
exclusivamente para os impactos econômicos e sociais seria o de
submeter a ação pública a avaliação de ao menos quatro
condicionantes: a) abrangência; b) oportunidade; c) desenho e d)
eficiência alocativa. Sob esses prismas, aspira-se contemplar as
opções públicas para aquisição de café arábica conduzidas pelo
Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
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Embrapa Hortaliças lança
variedade de cenoura
Substituir em 50%, até
2017, o mercado ocupado atualmente pela cultivar ‘Brasília’, lançada
em 1981 e atualmente a variedade de polinização aberta mais
cultivada no Brasil. É com essa meta que a Embrapa Hortaliças lança,
nesta quarta-feira (04/11), em Brasília, a cenoura ‘Planalto’. Para conseguir esse
objetivo, a nova cultivar une rusticidade e qualidade de raízes. De
acordo com o pesquisador Giovani Olegário, a cenoura Planalto
apresenta comportamento similar a cultivar Brasília, sendo indicada
para plantio de verão. Ela apresenta resistência à queima-das-folhas,
nematóides e ainda tolerância ao florescimento, o que permite maior
período de plantio.
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Feijão-miúdo: planta recuperadora
de solo e opção na produção de forragem de qualidade
O feijão-miúdo (Vigna
unguiculata) responde por cerca de 20% dos feijões
consumidos no Brasil, sendo uma das principais fontes de
alimentação protéica nas regiões Nordeste e Norte do
Brasil, assim como na África. A utilização do grão para
alimentação do homem e de animais monogástricos
apresenta vantagens devido à baixa ocorrência de
inibidores da tripsina, inclusive inferiores ao feijão (Phaseolus
vulgaris); entretanto, a utilização do grão cru na
alimentação, apesar de recomendada, ainda necessita de
informações mais detalhadas (KHAUTOUNIAN, 1991).
É uma planta da família das fabáceas, substituindo o
feijão nos Estados nordestinos, sendo lá conhecida como
feijão-macassar ou feijão-de-corda. Planta de
excepcional importância, é igualmente cultivada e
consumida em outras regiões, onde raramente é utilizada
para o consumo humano na forma de grãos.
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Castanha:
da Europa para o Brasil e do Brasil para o mundo
Originária do hemisfério
norte e introduzida no Brasil pelos colonizadores e pelos imigrantes
das Penínsulas Ibérica e Itálica, além do Japão, onde é muito
cultivada, a castanheira produz deliciosas amêndoas, de expressivo
valor comercial. É tradicionalmente consumida e muito apreciada por
europeus, orientais e seus descendentes, agradando também, a
diversos outros povos. Quando comparada com outras fruteiras,
apresenta diversas características favoráveis, dentre elas, podemos
citar a variabilidade do uso das castanhas, a rusticidade, a
precocidade para entrar em produção comercial, o baixo custo para
manutenção do pomar e a pouca utilização de mão-de-obra, requerida
apenas no período de colheita. No Brasil, a planta adaptou-se bem
aos climas de altitude dos planaltos e das serras do sul e sudeste
do país. No momento, existe um grande interesse por parte de
empresários, em implantar empreendimentos voltados ao cultivo e
processamento de castanhas-portuguesas, visando ao mercado interno e
externo, uma vez que a nossa colheita inicia-se quando acabam as
castanhas frescas nos países consumidores.
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BIODIGESTORES
– Tecnologia para o manejo de efluentes da pecuária
A tecnologia de biodigestores
já tem pelo menos duas décadas no Brasil. Iniciou-se com modelos
provenientes da China e Índia. No entanto, o Brasil teve algumas
dificuldades na sua implementação, fazendo com que esta tecnologia
caísse no descrédito no meio rural. Gaspar (2003) citado por
Palhares (2007) destaca que se encontram dois extremos da utilização
de biodigestores. Chineses buscam, nessa tecnologia, o
biofertilizante necessário para produção dos alimentos necessários
ao seu excedente de população. A energia do biogás não conta muito
frente à autosuficiência em petróleo. Indianos, precisam dos
biodigestores para cobrir o imenso déficit de energia. Com isso,
foram desenvolvidos dois modelos diferentes de biodigestor: o modelo
chinês, mais simples e econômico, e o modelo indiano, mais
sofisticado e técnico, para aproveitar melhor a produção de biogás.
Saiba mais...
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