Embrapa Agroenergia estuda bioprocessos de transformação de
glicerina em produtos químicos
As duas linhagens testadas foram
capazes gerar sorbitol e xilitol a partir do subproduto do
biodiesel metílico de soja. Também foram obtidos resultados com
biodiesel de dendê que estão sendo avaliados para solicitação de
proteção de propriedade intelectual. Um dos grandes desafios
encontrados no trabalho foi a identificação das substâncias
geradas. Tanto a glicerina quanto os produtos formados pertencem
ao mesmo grupo químico, o dos polióis. Por isso, foi necessário
utilizar equipamentos analíticos com detectores muito sensíveis.
As análises foram realizadas na Central de Análises Químicas e
Instrumentais da Embrapa Agroenergia, com cromatrografia líquida
de ultra alta eficiência (UHPLC) e espectrometria de massas de
alta resolução (HRMS).
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História da fruticultura de clima temperado no Brasil, com
ênfase no melhoramento genético
As frutíferas de clima temperado
são originárias de países que possuem inverno bem frio, onde são
cultivadas há centenas de anos. No Brasil elas são consideradas
exóticas, pois foram introduzidas de várias regiões mundiais. É
do conhecimento comum que nos primeiros registros de Pero Vaz de
Caminha, em maio de 1500, não se faz menção às plantas
hortícolas. Há indícios, no entanto, que as primeiras mudas ou
sementes de frutíferas de clima temperado tenham sido trazidas
pouco mais tarde, durante a expedição colonizadora de Martin
Afonso de Souza, entre 1531 e 1532. Além das frutíferas, também,
foram trazidas as hortaliças, o trigo e a cana-de-açúcar. Essas
introduções européias foram plantadas ou semeadas em São Vicente
(SP) e, posteriormente, em terras do Planalto Atlântico de
vários estados brasileiros, devido às melhores condições de
clima e solo.
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Pesquisadores avaliam microrganismos para produção de etanol 2G
Embora já haja conhecimento
tecnológico para produzir etanol 2G, o custo, especialmente das
enzimas, ainda é muito elevado. Além disso, ainda não há
leveduras eficientes para fermentar industrialmente a xilose –
um dos açúcares presentes na parede celular das biomassas usadas
como matérias-primas. É na biodiversidade microbiana brasileira
que os pesquisadores do projeto Insumicro estão buscando
soluções para a redução desses custos. Para aumentar as chances
de encontrar linhagens promissoras, os cientistas estão se
valendo de uma ferramenta avançada de biologia molecular – a
metagenômica. Por meio dela, é possível estudar os 99% de
microrganismos presentes na natureza que não são cultiváveis.
Para tanto, os cientistas extraem o DNA e o inserem em espécies
que podem ser cultivadas, produzindo clones.
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Caracterizar a Biomassa é fundamental para valorizá-la
O crescente interesse pelo uso da
biomassa de forma eficiente e com custos bem estabelecidos tem
suscitado a necessidade da definição de parâmetros de qualidade
e do desenvolvimento e aprimoramento de técnicas para
caracterização da biomassa. A máxima da Administração que diz
que “você só pode gerenciar aquilo que pode ser medido” cada vez
mais se aplica à biomassa fazendo com que análises de rotina,
antes sem grande importância, se tornem decisivas para formação
de um mercado diferenciado de biomassa e derivados.
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Rede gaúcha avalia cultivares de sorgo sacarino
No Brasil, a produção de etanol
está alicerçada na cultura da cana-de-açúcar, que é vista como
uma das culturas capazes de suprir parte dessa demanda. No
entanto, considerando sua magnitude, apostar no monocultivo da
cana-de-açúcar e na centralização da produção em alguns estados
não parece uma estratégia adequada, pois a cana-de-açúcar
apresenta exigências edafoclimáticas que restringem seu cultivo
em diversas regiões do país e, em especial, no Rio Grande do
Sul.
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Utilização de erva-de-bugre na produção agropecuária
Entre tantas plantas nativas, a
Casearia sylvestris (família Flacourtiaceae), conhecida
popularmente por erva-de-bugre, mostrou grande potencial na
produção agropecuária. A planta ocorre em quase todo o Brasil,
inclusive no Rio Grande do Sul, sendo amplamente utilizada na
medicina popular. Possui o tronco tortuoso, com casca de
coloração acinzentada a acastanhada. Suas folhas são alternas,
simples, lanceoladas a elípticas e serrilhadas. Possui grande
quantidade de flores, que são amareladas. Floresce nos meses de
junho a outubro e frutifica de setembro a dezembro. Segundo
Lorenzi e Matos (2002), suas folhas e cascas são consideradas
tônicas, depurativas, antirreumáticas e anti-inflamatórias; é
usada como abortiva e para retirar a placenta no pós-parto de
animais (SILVA et al., 1988); a casca é utilizada como
antidiarreica e também contra picada de cobras; o decocto da
raiz é usado contra dores do peito e corpo (HIRSCHMANN; ARIAS,
1990). A planta ainda possui propriedades antifúngicas.
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A Bioinformática na pesquisa de microrganismos
A bioinformática é parte
fundamental em grande parte das “ômicas”, como genômica,
transcriptômica e metagenômica. A capacidade de geração de dados
biológicos cresceu muito nos últimos anos, assim como caiu o
custo da obtenção desses dados. A quantidade de empresas que
prestam o serviço de sequenciamento também aumentou bastante
durante e após o Projeto Genoma Humano e o resultado deta
evolução é que, apesar dos constantes avanços, as capacidades
computacionais de processamento e armazenamento estão defasadas
em relação à capacidade de gerar dados biológicos. Neste
cenário, a bioinformática e os bioinformatas exercem papel
crucial na evolução da pesquisa, pois a análise dos dados
gerados é provavelmente o próximo gargalo na pesquisa biológica.
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Seleção de material de plantio de mandioca: receita de sucesso
Historicamente, há um incremento
significativo na área plantada quando se observa o quadro atual
de preço. O produtor, no empenho de antecipar o plantio e
ampliar a área plantada para aproveitar o momento, muitas vezes
não planeja o seu sistema de produção e esquece do básico, como
por exemplo, uma boa seleção do material de plantio. Esse
quesito pode assegurar boas produtividades e determinar o lucro.
Mas, se a seleção do material não for levada em consideração,
pode haver prejuízo, porque os preços podem despencar de tal
forma que não cubra os custos de produção. Esse filme já foi
visto várias vezes e o final todos conhecem.
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Pesquisa e inovação são palavras chaves para um Pantanal
Sustentável
Algumas das ações, que merecem
destaque, referem-se a subsídios às políticas públicas como a
produção de nota técnica sobre considerações sobre “os efeitos
potenciais de empreendimentos hidrelétricos sobre o ecossistema
e as atividades socioeconômicas no Pantanal na Bacia do Alto
Paraguai”, orientações sobre Tecnologias para o Programa ABC no
Pantanal em parceria com o Banco do Brasil, na definição de
critérios para substituição de pastagens para o Pantanal,
parecer sobre a lei da pesca no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
e a contribuições a proposta de manejo e controle do javali
asselvajado, normatizada pelo Ibama.
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Tecnologias para produção em Terras Baixas apresenta atenção aos
impactos ambientais
Os trabalhos demonstram que a BRS
Querência é precoce, levando cerca de 110 dias à maturação
completa, folhas e grãos lisos, colmos fortes e média capacidade
de perfilhamento. Tem panícula longa, com grande número de
grãos. O rendimento industrial é elevado e tem alta qualidade
culinária. De acordo com o pesquisador Ariano Magalhães tem
apontado uma produtividade superior a 11 toneladas de grãos
secos e limpo por hectare.
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O uso do etanol como combustível no Brasil vai completar um
século
Há muito tempo se utiliza
combustível produzido por microrganismos no Brasil. O álcool
etílico começou a ser usado, em motores do ciclo Otto, cerca de
50 anos antes do lançamento do Proalcool. Os registros
históricos mostram que, em 1925, um automóvel de 4 cilindros da
marca Ford participou de uma corrida de 230 km na cidade do Rio
de Janeiro, usando álcool etílico a 70% como combustível. imagem
desse automóvel encontra-se eternizada no livro comemorativo dos
80 anos de criação do Instituto Nacional de Tecnologia e está
reproduzida na Figura 1. Posteriormente, no próprio INT foi
viabilizada a produção de álcool anidro para mistura à gasolina,
o que possibilitou a edição de Decreto 19.717 de 20 de fevereiro
de 1931, que obrigava os importadores de gasolina a misturar 5%
do álcool ao combustível fóssil.
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Embrapa pesquisa produção de biodiesel com catalisadores
enzimáticos
Atualmente, o biodiesel é obtido
por meio da reação de transesterificação que ocorre entre um
óleo e um álcool, acelerada por catalisador químico – hidróxido
de sódio ou de potássio. A utilização desse tipo de catalisador,
no entanto, causa alguns problemas como o alto consumo de
energia, a formação de sabões, a difícil recuperação do glicerol
e a geração de grande volume de efluentes, o que impacta
negativamente o meio ambiente. Além disso, quando se utilizam
óleos ácidos como o de dendê e de fritura, por exemplo a
formação de sabões aumenta muito, o que leva à redução no
rendimento da reação, além de dificultar o processo de
purificação.
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Tortas de crambe e pinhão-manso são foco de nova pesquisa da
Embrapa Agroenergia
Pesquisas estão sendo desenvolvidas com o objetivo de reduzir ou
eliminar esses compostos das tortas de pinhão-manso e crambe, de
modo a permitir o uso delas como componentes de rações,
agregando valor às cadeias produtivas. Para tanto, os cientistas
estão se valendo tanto do melhoramento genético, para obter
cultivares não tóxicas, quanto de processos físicos, químicos e
biológicos para remover ou reduzir a concentração das
substâncias indesejadas.
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Semana de Bioenergia destaca importância de marcos regulatórios
e diversidade de soluções
Entre as ações realizadas no contexto do acordo entre Brasil e
Estados Unidos destaca-se a cooperação trilateral com países
africanos e da América Central e Caribe. Brasileiros e
norte-americanos estão desenvolvendo estudos de viabilidade para
suporte a projetos de bioenergia em sete países da América
Central e no Senegal. O objetivo, de acordo com Kloss, é
assegurar que os projetos a ser desenvolvidos levem em conta a
realidade local e sejam capazes de atrair investimentos
privados. Ao mesmo tempo, há a preocupação de integrar a
produção de alimentos à de biomassa para energia. Em El
Salvador, por exemplo, está sendo estudada a produção de
capim-elefante para gerar eletricidade em consórcio com a
pecuária. Na Guatemala, já foram obtidos recursos do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a instalação de uma
planta industrial para produzir bioetanol em larga escala. Tanto
Kloss quanto Balian reafirmaram o comprometimento de seus países
com a cooperação internacional em favor da bioenergia.
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Pesquisa propõe melhorar colheita e extração de óleo da macaúba
No entanto, a inserção da palmeira nessas
cadeias produtivas ainda depende de desenvolvimento tecnológico
em várias etapas do sistema produtivo. A Embrapa inicia este ano
um novo projeto de pesquisa que busca soluções para problemas
relacionados principalmente à colheita e à extração do óleo da
polpa de macaúba. A viabilidade técnica e econômica de realizar
esse tipo de coleta em uma planta de porte alto como a macaúba
também será avaliada. No sistema com o coletor, a equipe
precisará verificar quanto tempo os frutos podem ficar no
recipiente sem perder qualidade e teor de óleo.
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Integração de tecnologias reduz riscos de perda com estiagem
Por isso é importante que o produtor observe o período de
zoneamento agrícola de riscos climáticos para sua região, que
considera o histórico de dados climáticos da região, as
características da cultivar e o tipo de solo das regiões,
aspectos que dão maior segurança para a lavoura. Na maior parte
de Mato Grosso do Sul, o melhor período para a semeadura, de
acordo com o zoneamento, é a partir de 1º de outubro. Como, em
2012, a legislação estadual alterou o período do vazio sanitário
da soja, que agora é de 15 de junho a 15 de setembro, o
agricultor pode realizar a semeadura da soja a partir de 16 de
setembro. Mas semear antes de 1º de outubro tem algumas
consequências.
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A força dos sistemas integrados de produção
O consórcio milho safrinha-braquiária
proporciona benefícios a cada componente envolvido no sistema. A
tecnologia é reconhecida pelo Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento e encontrada nos estados de Mato Grosso
do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
Desta forma, a adoção exigiu mais do mercado, que comparado a
2005, ano-marco do consórcio, coloca à disposição do agricultor
sementes de maior qualidade. “O consórcio atende um princípio
básico do Sistema Plantio Direto (SPD): cobertura do solo e onde
há cobertura permanente há vida”, frisa o pesquisador da
Embrapa, Gessi Ceccon. De fato, a palha é fonte de matéria
orgânica e o plantio milho safrinha-braquiária viabiliza a
fixação de carbono no solo, reduz a emissão de Co2 e contribui
para a redução do efeito estufa, resultados já indicados pelas
pesquisas lideradas por Gessi nos campos experimentais da
Embrapa Agropecuária Oeste. “Nas condições de Cerrado, o
consórcio de gramíneas é uma alternativa que reduz custos para
implantação do pasto e a forragem produzida é de melhor
qualidade”, aponta Ceccon.
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Naufrágio Orgânico
Antes que se renegue a estes
analistas, alertamos que desde sempre prestigiamos o movimento
orgânico, participando, ainda quando estudante de agronomia (no
caso do primeiro autor), do grupo de agricultura alternativa e,
depois disso, acompanhando os primórdios de organização da
Associação de Agricultura Orgânica (AAO/SP). Sempre que possível
adquiro produtos orgânicos e, até poucos dias atrás, havia café
orgânico em casa para o consumo diário. Ademais, recentemente
facilitei contatos para aquisição de café orgânico por parte de
empresa de suprimentos para a indústria de cosméticos. Todavia,
esse comprometimento pessoal não impede que se procure elucidar
as aparentes “esquisitices” no mercado de café orgânico
brasileiro.
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Sair dos trilhos: Um autêntico rumo
A possibilidade de que no
contexto atual estejamos vivenciando uma espécie de estancamento
do processo civilizatório é um sentimento que se difunde por
entre governantes e empresas. O desiderato de que a produção de
riquezas, por meio do incremento da base de produção de bens e
prestação de serviços, se traduz em mais bem-estar/felicidade
deixou de ser irrefutável identidade. Em 2011, o ex-presidente
francês sinalizou que já se havia ultrapassado o momento de
substituir o método de mensuração do Produto Interno Bruto
(PIB), buscando novas maneiras de acoplar o “sentido da vida” ao
do desenvolvimento econômico.
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Conceito de trator agrícola estreito
O trator estreito de rodas é descrito em
normas internacionais como o trator agrícola ou florestal que
tenha um vão livre vertical de até 600 mm, uma bitola menor que
1150 mm e uma massa sem lastro de pelo menos 600 kg. Devido às
suas características reduzidas oferecem menos condições de
segurança e estabilidade mesmo portando estrutura de proteção na
capotagem (EPC), sendo muito usados nos sistemas de produção de
frutas e frutos. Por este motivo são normalmente conhecidos como
tratores fruteiros ou cafeeiros. O uso de trator na fruticultura
foi intensificado após a segunda guerra mundial, sendo que no
Brasil a expansão ocorreu na década de 70 (PECHE Fº et al,
2012). Muitos modelos são empregados na agricultura brasileira.
Segundo Rondelli e Molari (2004) como conseqüência da expansão
do mercado para tratores estreitos em pomares e vinhedos, a
Comunidade Européia e a Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), no final da década de 80,
estabeleceram diretivas e norma de ensaio para avaliar a
resistência das EPCs montadas neste tipo de trator.
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Tipos de mudas de Maracujazeiros (Passiflora
edulis)
O sucesso na implantação de um pomar de
maracujazeiros depende da obtenção de mudas de qualidade que
proporcionam alto pegamento no campo, com bom desenvolvimento
inicial (Pio et al., 2004). A produção de mudas de maracujazeiro
em grande escala tem sido feita utilizando-se como recipientes
bandejas, tubetes e sacos plásticos (10 x 20 cm ou 18 x 30 cm).
Lopes et al. (1999) destacaram que a semeadura em tubetes
apresenta algumas vantagens quando comparada ao sistema
tradicional de sacos plásticos, tais como: redução da ocorrência
de pragas e doenças, economia com a mão de obra e substrato,
facilidade no transporte e manuseio das mudas e otimização das
áreas dos viveiros.
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Desenvolvimento de um modelo de educação ambiental agrícola no
centro experimental central, do Instituto Agronômico (IAC)
Desenvolveu-se no Centro
Experimental Central (CEC), do Instituto Agronômico (IAC),
Campinas-SP, um modelo de Educação Ambiental Agrícola com
linguagem apropriada a alunos do ensino fundamental. De forma
prática e objetiva, mostraram-se os resultados das pesquisas e
as vantagens das boas práticas agrícolas, visando à
sustentabilidade ambiental. Após levantamento de literatura,
optou-se por um modelo de integração escola e campos
experimentais agrícolas. O modelo foi composto pelas etapas: a)
aulas teórico-práticas em classe; b) visitação aos campos
agrícolas; e, c) retorno à escola para avaliação. Em todas as
etapas procurou-se trabalhar com material didático adequado às
respectivas séries do ensino fundamental, como: maquetes, folhas
para produção de desenhos e textos, canetas e lápis coloridos,
máquina fotográfica, filmadora, partes de plantas, maquinários
agrícolas, solos e restos vegetais. Todo o material produzido
nas etapas acima foi avaliado pela equipe do projeto e resultará
na edição de um vídeo institucional modelo, para aplicação no
programa de educação ambiental agrícola do CEC. Três escolas
particulares foram selecionadas ao desenvolvimento do projeto:
Colégio Progresso, Escola Comunitária de Campinas e Colégio
Presbiteriano. O modelo aplicado aos alunos dessas escolas foi
considerado altamente positivo, pois ocorreu maior aproximação e
interesse dos alunos ao ambiente rural regional, aumentando a
sensibilidade dos envolvidos para questões da sustentabilidade
agrícola e ambiental. Essa experiência será mantida pelas
escolas do projeto e aperfeiçoada pelo CEC em novos estudos de
educação ambiental agrícola, inclusive para diversos tipos de
públicos, desde crianças, adolescentes, universitários até
grupos de agricultores e visitantes em geral, interessados em
conhecer in locu o trabalho de pesquisa realizado pelo IAC.
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Jogo do Empurra
Excetuando-se o preço médio
recebido que exibiu um ligeiro incremento (1,1% apenas), todos
os demais componentes da balança comercial do café (volume e
valor) tiveram pior desempenho na comparação entre os primeiros
semestres de 2011 e 2012. Houve forte encolhimento nos embarques
de robusta (redução de 67%) e de arábica (menos 20,3%),
repercutindo na diminuição na quantidade exportada total de café
verde (baixa de 24,7%). Sem dúvida, não há nada para se
comemorar diante de tais resultados. Não fosse o café um produto
capcioso e a memória do brasileiro curta, por aqui pararíamos. O
ciclo bienal da cultura não é assunto somente para a classe
agronômica e cafeicultores terem o que falar, mas ao contrário,
é componente que também pauta a dinâmica dos negócios. A
comercialização ocorrida no primeiro semestre de 2012 pertence a
um ciclo de baixa, com menor oferta de produto, devendo,
portanto, ser comparado com período em que o mesmo fenômeno se
sucedeu, ou seja, o primeiro semestre de 2010.
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Mandiocultura sulmatogrossense: desafios atuais frente ao novo
cenário agrícola
No setor sulcroenergético, o Estado tem sido apontado como
fronteira de expansão e os números, de fato, revelam essa
realidade, haja vista que, no período compreendido entre 2000 e
2011, houve um acréscimo de 480% na área plantada de
cana-de-açúcar e de 634% na sua produção, que representa
aproximadamente, 37 milhões de toneladas. Outras atividades que
merecem destaque, pela realidade e potencial que representam,
são aquelas voltadas à cadeia produtiva que envolvem as
florestas artificiais, em particular o eucalipto, a ponto da
celulose ser atualmente uma das principais pautas de exportação
do Estado. Além disso, existem perspectivas de aumento de
produção do carvão vegetal e de madeira serrada em Água Clara e
Ribas do Rio Pardo, da utilização da madeira para o setor
moveleiro em Nova Andradina e o grande potencial da seringueira,
cuja área plantada tem aumentado nos municípios de Cassilândia,
Paranaíba e Aparecida do Taboado.
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Macaúba no mercado de bioenergia
Em julho deste ano, a macaúba foi tema, pela primeira vez, de um
curso na tradicional Semana do Fazendeiro da Universidade
Federal de Viçosa (UFV), que está em sua 83ª edição. O
treinamento foi ministrado pelo professor da UFV Sérgio Motoike,
um dos pioneiros na pesquisa com a palmeira oleaginosa no
Brasil. A pesquisadora da Embrapa Agroenergia Simone Fávaro
ministrou palestra no curso sobre as potencialidades do óleo de
macaúba e o aproveitamento de coprodutos. Cerca de 2.500
produtores rurais participaram da Semana, na qual foram
oferecidos dezenas de outros cursos gratuitos. Simone explica
que a macaúba produz dois óleos. Um deles é extraído da polpa e
tem características favoráveis tanto para a alimentação humana
quanto para a produção de biodiesel. O alto teor de ácido oleico
do produto (chega a 60%) e sua resistência à armazenagem
favorecem a fabricação do biocombustível. A produtividade desse
óleo na planta também é alta. “Mesmo sem melhoramento genético,
consegue-se produzir cerca de 4.000 quilos de óleo por hectare”,
diz a pesquisadora. A produtividade da soja, principal
matéria-prima para biodiesel hoje, é de 500 kg de óleo/ha.
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As Boas Intenções
O
forte declínio das cotações do café arábica que se iniciou entre
setembro e outubro de 2011, alcançando a mais intensa
depreciação em junho de 2012, quando as cotações se aproximaram
dos R$365,00/sc. para cafés finos, deixou todos que de alguma
forma participam desse mercado completamente atônitos. Creditar,
exclusivamente, à crise financeira a baixa nas cotações não
parece posicionamento acertado, tendo em conta que os reflexos
sobre o consumo da bebida não foram na mesma intensidade com que
atingiram outros itens de consumo. Ademais, não se percebe
qualquer notícia de recomposição de estoques mesmo tendo em
conta a safra de alta brasileira e a formidável safra
vietnamita. Inegável
que a crise financeira (banco e das dívidas soberanas de países
centrais) forçou os grandes players da
torrefação a acentuar o emprego do robusta na composição das
ligas, e esse fato passou a pressionar para baixo as cotações do
arábica2. Essa
estratégia, entretanto, tem curta duração, pois como já se
observou em outras ocasiões em que as cotações do arábica
dispararam, carregar em robusta as ligas acaba se refletindo em
encolhimento do mercado.
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Acerto na dessecação da Braquiária antes da semeadura da soja
Sobre a escolha da braquiária e do método de implantação para o
consórcio, Ceccon afirma que esta é uma decisão tomada pelo
técnico e pelo agricultor. "A Portaria do Zoneamento Agrícola
[nº 24/2012 do Ministério da Agricultura Pecuária e
Abastecimento (Mapa)> não discute esses critérios. A
responsabilidade do sucesso recai sobre a decisão técnica, tendo
em vista que a espécie forrageira associada ao método de
implantação define se o consórcio será para a formação de pasto
permanente, ou de palha para proteção do solo e também de pasto
para alimentação de animais", diz. Para formação de pasto
permanente, indica-se uma cultivar de Brachiaria brizantha ou B.
decumbens, ou um Panicum, que utilizando "subdoses de herbicida
específico para diminuir o crescimento inicial da forrageira e
ter boa produtividade do milho, com posterior formação da
pastagem". Em caso de produção de palha ou de alimento para os
animais, entre a colheita do milho e a semeadura da soja no
próximo verão, a indicação é a Brachiaria ruziziensis. "Mas deve
ser implantada com mais quantidades de sementes e melhor
distribuição na área, para proporcionar maior oferta de pasto
após a colheita do milho", explica Ceccon.
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Consórcio milho-braquiária cada vez mais perto do agricultor
Em condições de safrinha, a forrageira pode ser semeada
simultaneamente com o milho a fim de se beneficiar das poucas
chuvas do período para seu estabelecimento, mas isso requer
ajuste na população da forrageira para diminuir a competição com
o milho. O método da linha intercalar é o método que possibilita
a implantação da braquiária em profundidade adequada, com menor
consumo de sementes, menor competição com o milho e quantidade
suficiente de palha para uma boa cobertura do solo. Salienta-se
que existe grande relação entre os objetivos do cultivo
consorciado com as espécies forrageiras a serem utilizadas, com
as modalidades de implantação e com o manejo a ser aplicado na
braquiária durante o cultivo. Com isso, o técnico e o agricultor
têm a liberdade na escolha da espécie e do método de consórcio,
mas assumem a responsabilidade sobre o sucesso da tecnologia.
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