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Embrapa Agroenergia estuda bioprocessos de transformação de glicerina em produtos químicos
As duas linhagens testadas foram capazes gerar sorbitol e xilitol a partir do subproduto do biodiesel metílico de soja. Também foram obtidos resultados com biodiesel de dendê que estão sendo avaliados para solicitação de proteção de propriedade intelectual. Um dos grandes desafios encontrados no trabalho foi a identificação das substâncias geradas. Tanto a glicerina quanto os produtos formados pertencem ao mesmo grupo químico, o dos polióis. Por isso, foi necessário utilizar equipamentos analíticos com detectores muito sensíveis. As análises foram realizadas na Central de Análises Químicas e Instrumentais da Embrapa Agroenergia, com cromatrografia líquida de ultra alta eficiência (UHPLC) e espectrometria de massas de alta resolução (HRMS). Saiba mais...

 

História da fruticultura de clima temperado no Brasil, com ênfase no melhoramento genético
As frutíferas de clima temperado são originárias de países que possuem inverno bem frio, onde são cultivadas há centenas de anos. No Brasil elas são consideradas exóticas, pois foram introduzidas de várias regiões mundiais. É do conhecimento comum que nos primeiros registros de Pero Vaz de Caminha, em maio de 1500, não se faz menção às plantas hortícolas. Há indícios, no entanto, que as primeiras mudas ou sementes de frutíferas de clima temperado tenham sido trazidas pouco mais tarde, durante a expedição colonizadora de Martin Afonso de Souza, entre 1531 e 1532. Além das frutíferas, também, foram trazidas as hortaliças, o trigo e a cana-de-açúcar. Essas introduções européias foram plantadas ou semeadas em São Vicente (SP) e, posteriormente, em terras do Planalto Atlântico de vários estados brasileiros, devido às melhores condições de clima e solo. Saiba mais...

Pesquisadores avaliam microrganismos para produção de etanol 2G
Embora já haja conhecimento tecnológico para produzir etanol 2G, o custo, especialmente das enzimas, ainda é muito elevado. Além disso, ainda não há leveduras eficientes para fermentar industrialmente a xilose – um dos açúcares presentes na parede celular das biomassas usadas como matérias-primas. É na biodiversidade microbiana brasileira que os pesquisadores do projeto Insumicro estão buscando soluções para a redução desses custos. Para aumentar as chances de encontrar linhagens promissoras, os cientistas estão se valendo de uma ferramenta avançada de biologia molecular – a metagenômica. Por meio dela, é possível estudar os 99% de microrganismos presentes na natureza que não são cultiváveis. Para tanto, os cientistas extraem o DNA e o inserem em espécies que podem ser cultivadas, produzindo clones. Saiba mais...

Caracterizar a Biomassa é fundamental para valorizá-la
O crescente interesse pelo uso da biomassa de forma eficiente e com custos bem estabelecidos tem suscitado a necessidade da definição de parâmetros de qualidade e do desenvolvimento e aprimoramento de técnicas para caracterização da biomassa. A máxima da Administração que diz que “você só pode gerenciar aquilo que pode ser medido” cada vez mais se aplica à biomassa fazendo com que análises de rotina, antes sem grande importância, se tornem decisivas para formação de um mercado diferenciado de biomassa e derivados. Saiba mais...

 

Rede gaúcha avalia cultivares de sorgo sacarino
No Brasil, a produção de etanol está alicerçada na cultura da cana-de-açúcar, que é vista como uma das culturas capazes de suprir parte dessa demanda. No entanto, considerando sua magnitude, apostar no monocultivo da cana-de-açúcar e na centralização da produção em alguns estados não parece uma estratégia adequada, pois a cana-de-açúcar apresenta exigências edafoclimáticas que restringem seu cultivo em diversas regiões do país e, em especial, no Rio Grande do Sul. Saiba mais...

Utilização de erva-de-bugre na produção agropecuária
Entre tantas plantas nativas, a Casearia sylvestris (família Flacourtiaceae), conhecida popularmente por erva-de-bugre, mostrou grande potencial na produção agropecuária. A planta ocorre em quase todo o Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul, sendo amplamente utilizada na medicina popular. Possui o tronco tortuoso, com casca de coloração acinzentada a acastanhada. Suas folhas são alternas, simples, lanceoladas a elípticas e serrilhadas. Possui grande quantidade de flores, que são amareladas. Floresce nos meses de junho a outubro e frutifica de setembro a dezembro. Segundo Lorenzi e Matos (2002), suas folhas e cascas são consideradas tônicas, depurativas, antirreumáticas e anti-inflamatórias; é usada como abortiva e para retirar a placenta no pós-parto de animais (SILVA et al., 1988); a casca é utilizada como antidiarreica e também contra picada de cobras; o decocto da raiz é usado contra dores do peito e corpo (HIRSCHMANN; ARIAS, 1990). A planta ainda possui propriedades antifúngicas. Saiba mais...

A Bioinformática na pesquisa de microrganismos
A bioinformática é parte fundamental em grande parte das “ômicas”, como genômica, transcriptômica e metagenômica. A capacidade de geração de dados biológicos cresceu muito nos últimos anos, assim como caiu o custo da obtenção desses dados. A quantidade de empresas que prestam o serviço de sequenciamento também aumentou bastante durante e após o Projeto Genoma Humano e o resultado deta evolução é que, apesar dos constantes avanços, as capacidades computacionais de processamento e armazenamento estão defasadas em relação à capacidade de gerar dados biológicos. Neste cenário, a bioinformática e os bioinformatas exercem papel crucial na evolução da pesquisa, pois a análise dos dados gerados é provavelmente o próximo gargalo na pesquisa biológica. Saiba mais...

 

Seleção de material de plantio de mandioca: receita de sucesso
Historicamente, há um incremento significativo na área plantada quando se observa o quadro atual de preço. O produtor, no empenho de antecipar o plantio e ampliar a área plantada para aproveitar o momento, muitas vezes não planeja o seu sistema de produção e esquece do básico, como por exemplo, uma boa seleção do material de plantio. Esse quesito pode assegurar boas produtividades e determinar o lucro. Mas, se a seleção do material não for levada em consideração, pode haver prejuízo, porque os preços podem despencar de tal forma que não cubra os custos de produção. Esse filme já foi visto várias vezes e o final todos conhecem. Saiba mais...

 

Pesquisa e inovação são palavras chaves para um Pantanal Sustentável
Algumas das ações, que merecem destaque, referem-se a subsídios às políticas públicas como a produção de nota técnica sobre considerações sobre “os efeitos potenciais de empreendimentos hidrelétricos sobre o ecossistema e as atividades socioeconômicas no Pantanal na Bacia do Alto Paraguai”, orientações sobre Tecnologias para o Programa ABC no Pantanal em parceria com o Banco do Brasil, na definição de critérios para substituição de pastagens para o Pantanal, parecer sobre a lei da pesca no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e a contribuições a proposta de manejo e controle do javali asselvajado, normatizada pelo Ibama. Saiba mais...

Tecnologias para produção em Terras Baixas apresenta atenção aos impactos ambientais
Os trabalhos demonstram que a BRS Querência é precoce, levando cerca de 110 dias à maturação completa, folhas e grãos lisos, colmos fortes e média capacidade de perfilhamento. Tem panícula longa, com grande número de grãos. O rendimento industrial é elevado e tem alta qualidade culinária. De acordo com o pesquisador Ariano Magalhães tem apontado uma produtividade superior a 11 toneladas de grãos secos e limpo por hectare. Saiba mais...

O uso do etanol como combustível no Brasil vai completar um século
Há muito tempo se utiliza combustível produzido por microrganismos no Brasil. O álcool etílico começou a ser usado, em motores do ciclo Otto, cerca de 50 anos antes do lançamento do Proalcool. Os registros históricos mostram que, em 1925, um automóvel de 4 cilindros da marca Ford participou de uma corrida de 230 km na cidade do Rio de Janeiro, usando álcool etílico a 70% como combustível. imagem desse automóvel encontra-se eternizada no livro comemorativo dos 80 anos de criação do Instituto Nacional de Tecnologia e está reproduzida na Figura 1. Posteriormente, no próprio INT foi viabilizada a produção de álcool anidro para mistura à gasolina, o que possibilitou a edição de Decreto 19.717 de 20 de fevereiro de 1931, que obrigava os importadores de gasolina a misturar 5% do álcool ao combustível fóssil. Saiba mais... 

 

Embrapa pesquisa produção de biodiesel com catalisadores enzimáticos
Atualmente, o biodiesel é obtido por meio da reação de transesterificação que ocorre entre um óleo e um álcool, acelerada por catalisador químico – hidróxido de sódio ou de potássio. A utilização desse tipo de catalisador, no entanto, causa alguns problemas como o alto consumo de energia, a formação de sabões, a difícil recuperação do glicerol e a geração de grande volume de efluentes, o que impacta negativamente o meio ambiente. Além disso, quando se utilizam óleos ácidos como o de dendê e de fritura, por exemplo a formação de sabões aumenta muito, o que leva à redução no rendimento da reação, além de dificultar o processo de purificação. Saiba mais...

 

Tortas de crambe e pinhão-manso são foco de nova pesquisa da Embrapa Agroenergia
Pesquisas estão sendo desenvolvidas com o objetivo de reduzir ou eliminar esses compostos das tortas de pinhão-manso e crambe, de modo a permitir o uso delas como componentes de rações, agregando valor às cadeias produtivas. Para tanto, os cientistas estão se valendo tanto do melhoramento genético, para obter cultivares não tóxicas, quanto de processos físicos, químicos e biológicos para remover ou reduzir a concentração das substâncias indesejadas.
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Semana de Bioenergia destaca importância de marcos regulatórios e diversidade de soluções

Entre as ações realizadas no contexto do acordo entre Brasil e Estados Unidos destaca-se a cooperação trilateral com países africanos e da América Central e Caribe. Brasileiros e norte-americanos estão desenvolvendo estudos de viabilidade para suporte a projetos de bioenergia em sete países da América Central e no Senegal. O objetivo, de acordo com Kloss, é assegurar que os projetos a ser desenvolvidos levem em conta a realidade local e sejam capazes de atrair investimentos privados. Ao mesmo tempo, há a preocupação de integrar a produção de alimentos à de biomassa para energia. Em El Salvador, por exemplo, está sendo estudada a produção de capim-elefante para gerar eletricidade em consórcio com a pecuária. Na Guatemala, já foram obtidos recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a instalação de uma planta industrial para produzir bioetanol em larga escala. Tanto Kloss quanto Balian reafirmaram o comprometimento de seus países com a cooperação internacional em favor da bioenergia. Saiba mais... 

 

Pesquisa propõe melhorar colheita e extração de óleo da macaúba

No entanto, a inserção da palmeira nessas cadeias produtivas ainda depende de desenvolvimento tecnológico em várias etapas do sistema produtivo. A Embrapa inicia este ano um novo projeto de pesquisa que busca soluções para problemas relacionados principalmente à colheita e à extração do óleo da polpa de macaúba. A viabilidade técnica e econômica de realizar esse tipo de coleta em uma planta de porte alto como a macaúba também será avaliada. No sistema com o coletor, a equipe precisará verificar quanto tempo os frutos podem ficar no recipiente sem perder qualidade e teor de óleo. Saiba mais...

 

Integração de tecnologias reduz riscos de perda com estiagem

Por isso é importante que o produtor observe o período de zoneamento agrícola de riscos climáticos para sua região, que considera o histórico de dados climáticos da região, as características da cultivar e o tipo de solo das regiões, aspectos que dão maior segurança para a lavoura. Na maior parte de Mato Grosso do Sul, o melhor período para a semeadura, de acordo com o zoneamento, é a partir de 1º de outubro. Como, em 2012, a legislação estadual alterou o período do vazio sanitário da soja, que agora é de 15 de junho a 15 de setembro, o agricultor pode realizar a semeadura da soja a partir de 16 de setembro. Mas semear antes de 1º de outubro tem algumas consequências. Saiba mais...

 

A força dos sistemas integrados de produção
O consórcio milho safrinha-braquiária proporciona benefícios a cada componente envolvido no sistema. A tecnologia é reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e encontrada nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Desta forma, a adoção exigiu mais do mercado, que comparado a 2005, ano-marco do consórcio, coloca à disposição do agricultor sementes de maior qualidade. “O consórcio atende um princípio básico do Sistema Plantio Direto (SPD): cobertura do solo e onde há cobertura permanente há vida”, frisa o pesquisador da Embrapa, Gessi Ceccon. De fato, a palha é fonte de matéria orgânica e o plantio milho safrinha-braquiária viabiliza a fixação de carbono no solo, reduz a emissão de Co2 e contribui para a redução do efeito estufa, resultados já indicados pelas pesquisas lideradas por Gessi nos campos experimentais da Embrapa Agropecuária Oeste. “Nas condições de Cerrado, o consórcio de gramíneas é uma alternativa que reduz custos para implantação do pasto e a forragem produzida é de melhor qualidade”, aponta Ceccon. Saiba mais...

 

Naufrágio Orgânico
Antes que se renegue a estes analistas, alertamos que desde sempre prestigiamos o movimento orgânico, participando, ainda quando estudante de agronomia (no caso do primeiro autor), do grupo de agricultura alternativa e, depois disso, acompanhando os primórdios de organização da Associação de Agricultura Orgânica (AAO/SP). Sempre que possível adquiro produtos orgânicos e, até poucos dias atrás, havia café orgânico em casa para o consumo diário. Ademais, recentemente facilitei contatos para aquisição de café orgânico por parte de empresa de suprimentos para a indústria de cosméticos. Todavia, esse comprometimento pessoal não impede que se procure elucidar as aparentes “esquisitices” no mercado de café orgânico brasileiro. Saiba mais...

 

Sair dos trilhos: Um autêntico rumo
A possibilidade de que no contexto atual estejamos vivenciando uma espécie de estancamento do processo civilizatório é um sentimento que se difunde por entre governantes e empresas. O desiderato de que a produção de riquezas, por meio do incremento da base de produção de bens e prestação de serviços, se traduz em mais bem-estar/felicidade deixou de ser irrefutável identidade. Em 2011, o ex-presidente francês sinalizou que já se havia ultrapassado o momento de substituir o método de mensuração do Produto Interno Bruto (PIB), buscando novas maneiras de acoplar o “sentido da vida” ao do desenvolvimento econômico. Saiba mais...

 

Conceito de trator agrícola estreito

O trator estreito de rodas é descrito em normas internacionais como o trator agrícola ou florestal que tenha um vão livre vertical de até 600 mm, uma bitola menor que 1150 mm e uma massa sem lastro de pelo menos 600 kg. Devido às suas características reduzidas oferecem menos condições de segurança e estabilidade mesmo portando estrutura de proteção na capotagem (EPC), sendo muito usados nos sistemas de produção de frutas e frutos. Por este motivo são normalmente conhecidos como tratores fruteiros ou cafeeiros. O uso de trator na fruticultura foi intensificado após a segunda guerra mundial, sendo que no Brasil a expansão ocorreu na década de 70 (PECHE Fº et al, 2012). Muitos modelos são empregados na agricultura brasileira. Segundo Rondelli e Molari (2004) como conseqüência da expansão do mercado para tratores estreitos em pomares e vinhedos, a Comunidade Européia e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no final da década de 80, estabeleceram diretivas e norma de ensaio para avaliar a resistência das EPCs montadas neste tipo de trator. Saiba mais...

 

Tipos de mudas de Maracujazeiros (Passiflora edulis)

O sucesso na implantação de um pomar de maracujazeiros depende da obtenção de mudas de qualidade que proporcionam alto pegamento no campo, com bom desenvolvimento inicial (Pio et al., 2004). A produção de mudas de maracujazeiro em grande escala tem sido feita utilizando-se como recipientes bandejas, tubetes e sacos plásticos (10 x 20 cm ou 18 x 30 cm). Lopes et al. (1999) destacaram que a semeadura em tubetes apresenta algumas vantagens quando comparada ao sistema tradicional de sacos plásticos, tais como: redução da ocorrência de pragas e doenças, economia com a mão de obra e substrato, facilidade no transporte e manuseio das mudas e otimização das áreas dos viveiros. Saiba mais...

 

Desenvolvimento de um modelo de educação ambiental agrícola no centro experimental central, do Instituto Agronômico (IAC)
Desenvolveu-se no Centro Experimental Central (CEC), do Instituto Agronômico (IAC), Campinas-SP, um modelo de Educação Ambiental Agrícola com linguagem apropriada a alunos do ensino fundamental. De forma prática e objetiva, mostraram-se os resultados das pesquisas e as vantagens das boas práticas agrícolas, visando à sustentabilidade ambiental. Após levantamento de literatura, optou-se por um modelo de integração escola e campos experimentais agrícolas. O modelo foi composto pelas etapas: a) aulas teórico-práticas em classe; b) visitação aos campos agrícolas; e, c) retorno à escola para avaliação. Em todas as etapas procurou-se trabalhar com material didático adequado às respectivas séries do ensino fundamental, como: maquetes, folhas para produção de desenhos e textos, canetas e lápis coloridos, máquina fotográfica, filmadora, partes de plantas, maquinários agrícolas, solos e restos vegetais. Todo o material produzido nas etapas acima foi avaliado pela equipe do projeto e resultará na edição de um vídeo institucional modelo, para aplicação no programa de educação ambiental agrícola do CEC. Três escolas particulares foram selecionadas ao desenvolvimento do projeto: Colégio Progresso, Escola Comunitária de Campinas e Colégio Presbiteriano. O modelo aplicado aos alunos dessas  escolas foi considerado altamente positivo, pois ocorreu maior aproximação e interesse dos alunos ao ambiente rural regional, aumentando a sensibilidade dos envolvidos para questões da sustentabilidade agrícola e ambiental. Essa experiência será mantida pelas escolas do projeto e aperfeiçoada pelo CEC em novos estudos de educação ambiental agrícola, inclusive para diversos tipos de públicos, desde crianças, adolescentes, universitários até grupos de agricultores e visitantes em geral, interessados em conhecer in locu o trabalho de pesquisa realizado pelo IAC. Saiba mais...

 

Jogo do Empurra
Excetuando-se o preço médio recebido que exibiu um ligeiro incremento (1,1% apenas), todos os demais componentes da balança comercial do café (volume e valor) tiveram pior desempenho na comparação entre os primeiros semestres de 2011 e 2012. Houve forte encolhimento nos embarques de robusta (redução de 67%) e de arábica (menos 20,3%), repercutindo na diminuição na quantidade exportada total de café verde (baixa de 24,7%). Sem dúvida, não há nada para se comemorar diante de tais resultados. Não fosse o café um produto capcioso e a memória do brasileiro curta, por aqui pararíamos. O ciclo bienal da cultura não é assunto somente para a classe agronômica e cafeicultores terem o que falar, mas ao contrário, é componente que também pauta a dinâmica dos negócios. A comercialização ocorrida no primeiro semestre de 2012 pertence a um ciclo de baixa, com menor oferta de produto, devendo, portanto, ser comparado com período em que o mesmo fenômeno se sucedeu, ou seja, o primeiro semestre de 2010. Saiba mais...

 

Mandiocultura sulmatogrossense: desafios atuais frente ao novo cenário agrícola

No setor sulcroenergético, o Estado tem sido apontado como fronteira de expansão e os números, de fato, revelam essa realidade, haja vista que, no período compreendido entre 2000 e 2011, houve um acréscimo de 480% na área plantada de cana-de-açúcar e de 634% na sua produção, que representa aproximadamente, 37 milhões de toneladas. Outras atividades que merecem destaque, pela realidade e potencial que representam, são aquelas voltadas à cadeia produtiva que envolvem as florestas artificiais, em particular o eucalipto, a ponto da celulose ser atualmente uma das principais pautas de exportação do Estado. Além disso, existem perspectivas de aumento de produção do carvão vegetal e de madeira serrada em Água Clara e Ribas do Rio Pardo, da utilização da madeira para o setor moveleiro em Nova Andradina e o grande potencial da seringueira, cuja área plantada tem aumentado nos municípios de Cassilândia, Paranaíba e Aparecida do Taboado. Saiba mais...

 

Macaúba no mercado de bioenergia

Em julho deste ano, a macaúba foi tema, pela primeira vez, de um curso na tradicional Semana do Fazendeiro da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que está em sua 83ª edição. O treinamento foi ministrado pelo professor da UFV Sérgio Motoike, um dos pioneiros na pesquisa com a palmeira oleaginosa no Brasil. A pesquisadora da Embrapa Agroenergia Simone Fávaro ministrou palestra no curso sobre as potencialidades do óleo de macaúba e o aproveitamento de coprodutos. Cerca de 2.500 produtores rurais participaram da Semana, na qual foram oferecidos dezenas de outros cursos gratuitos. Simone explica que a macaúba produz dois óleos. Um deles é extraído da polpa e tem características favoráveis tanto para a alimentação humana quanto para a produção de biodiesel. O alto teor de ácido oleico do produto (chega a 60%) e sua resistência à armazenagem favorecem a fabricação do biocombustível. A produtividade desse óleo na planta também é alta. “Mesmo sem melhoramento genético, consegue-se produzir cerca de 4.000 quilos de óleo por hectare”, diz a pesquisadora. A produtividade da soja, principal matéria-prima para biodiesel hoje, é de 500 kg de óleo/ha. Saiba mais...

 

As Boas Intenções

O forte declínio das cotações do café arábica que se iniciou entre setembro e outubro de 2011, alcançando a mais intensa depreciação em junho de 2012, quando as cotações se aproximaram dos R$365,00/sc. para cafés finos, deixou todos que de alguma forma participam desse mercado completamente atônitos. Creditar, exclusivamente, à crise financeira a baixa nas cotações não parece posicionamento acertado, tendo em conta que os reflexos sobre o consumo da bebida não foram na mesma intensidade com que atingiram outros itens de consumo. Ademais, não se percebe qualquer notícia de recomposição de estoques mesmo tendo em conta a safra de alta brasileira e a formidável safra vietnamita. Inegável que a crise financeira (banco e das dívidas soberanas de países centrais) forçou os grandes players da torrefação a acentuar o emprego do robusta na composição das ligas, e esse fato passou a pressionar para baixo as cotações do arábica2. Essa estratégia, entretanto, tem curta duração, pois como já se observou em outras ocasiões em que as cotações do arábica dispararam, carregar em robusta as ligas acaba se refletindo em encolhimento do mercado. Saiba mais... 

 

Acerto na dessecação da Braquiária antes da semeadura da soja

Sobre a escolha da braquiária e do método de implantação para o consórcio, Ceccon afirma que esta é uma decisão tomada pelo técnico e pelo agricultor. "A Portaria do Zoneamento Agrícola [nº 24/2012 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa)> não discute esses critérios. A responsabilidade do sucesso recai sobre a decisão técnica, tendo em vista que a espécie forrageira associada ao método de implantação define se o consórcio será para a formação de pasto permanente, ou de palha para proteção do solo e também de pasto para alimentação de animais", diz. Para formação de pasto permanente, indica-se uma cultivar de Brachiaria brizantha ou B. decumbens, ou um Panicum, que utilizando "subdoses de herbicida específico para diminuir o crescimento inicial da forrageira e ter boa produtividade do milho, com posterior formação da pastagem". Em caso de produção de palha ou de alimento para os animais, entre a colheita do milho e a semeadura da soja no próximo verão, a indicação é a Brachiaria ruziziensis. "Mas deve ser implantada com mais quantidades de sementes e melhor distribuição na área, para proporcionar maior oferta de pasto após a colheita do milho", explica Ceccon. Saiba mais...

 

Consórcio milho-braquiária cada vez mais perto do agricultor

Em condições de safrinha, a forrageira pode ser semeada simultaneamente com o milho a fim de se beneficiar das poucas chuvas do período para seu estabelecimento, mas isso requer ajuste na população da forrageira para diminuir a competição com o milho. O método da linha intercalar é o método que possibilita a implantação da braquiária em profundidade adequada, com menor consumo de sementes, menor competição com o milho e quantidade suficiente de palha para uma boa cobertura do solo. Salienta-se que existe grande relação entre os objetivos do cultivo consorciado com as espécies forrageiras a serem utilizadas, com as modalidades de implantação e com o manejo a ser aplicado na braquiária durante o cultivo. Com isso, o técnico e o agricultor têm a liberdade na escolha da espécie e do método de consórcio, mas assumem a responsabilidade sobre o sucesso da tecnologia. Saiba mais...

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