Pragas Exoticas

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Bem Vindo

ao II Seminário de Manejo Estratégico de Pragas Exóticas



O evento tem como objetivo fomentar debates e treinamento sobre as questões de ameaças fitossanitárias, barreiras alfandegárias, bem como foco especifico em novas pragas introduzidas que são problemas em diversas culturas, como Helicoverpa armigera, cochonilha rosada, moscas brancas e moscas de frutas. Sobre a introdução de pragas exóticas no Brasil, será discutido sistema quarentenário, sistemas de informação para análise de riscos de introdução de pragas, estabelecimento e dispersão de pragas exóticas

Local: Auditório da Cana-de-açucar – Anel Viário Km 321, Ribeirão Preto - SP
Data:
30/10/2014

Os surtos populacionais de pragas exóticas mais sérios ocorrem quando elas são transportadas para novos países onde seus inimigos naturais não ocorrem e a espécie encontra condições adequadas para seu estabelecimento sem sofrer com a ação de agentes de controle natural. O algodão, a soja, o milho, o feijão comum, o feijão caupi, o milheto e o sorgo estão sendo atacados pela Helicoverpa armigera, recentemente introduzida no Brasil, assim como o amendoim, tomate, pimentão, o café, os citros, entre outros. A Helicoverpa armigera é perigosa porque tem grande poder destrutivo, e o que agrava mais ainda o problema, é que até bem pouco tempo ela não existia no Brasil, portanto as tecnologias disponíveis ainda são poucas.
A mosca-branca (Bemisia spp.) vem sendo considerada uma das mais importantes pragas na cultura do tomateiro, não somente pelo dano direto causado pelo inseto, mas pelo fato de ser vetor (transmissor) de geminiviroses (doenças causadas por vírus do grupo Geminivírus). As geminiviroses, têm causado grandes prejuízos para produtores de tomate para mesa, como também para processamento industrial.  Os principais hospedeiros desta praga são as culturas de feijão, a batata entre outras hortaliças, o algodão e a soja, mas a praga é "polífaga" (ataca inúmeros hospedeiros e cria-se em "tigueras" e  faz "pontes verdes") apresentando diversos biótipos, alguns ainda não presentes no Brasil.
A cochonilha-rosada,  Maconellicoccus hirsutus Green (Hemiptera:  Pseudococcidae), é nativa do Sul da Ásia e chegou às Américas em 1994, em  Granada, de onde se espalhou rapidamente para vários outros países  caribenhos, EUA, México, e países no norte da América do Sul. É uma espécie  polífaga, atacando mais de 330 espécies de planta, tendo preferência por  Malvaceae, principalmente do gênero Hibiscus. Maconellicoccus hirsutus constava na lista de pragas quarentenárias ausentes para o Brasil, até que em outubro de 2010 foi detectada em Roraima, nos municípios de Bonfim,  Pacaraima e Boa Vista, atacando Hibiscus rosa-sinensis L. A cultura do algodoeiro pode ser a grande prejudicada.
No Brasil, as moscas-das-frutas são reconhecidas como pragas de grande importância para a produção e comercialização de frutos frescos, principalmente quando o objetivo é o mercado externo. Algumas espécies de  moscas-das-frutas como Anastrepha  ( nativas – origem continente americano ) e Ceratitis capitata (Wiedemann) ( exóticas – origem continente africano, também chamada  mosca-do-mediterrâneo) são pragas quarentenárias e, portanto, constituem um dos maiores problemas para a fruticultura. A mosca-do-mediterrâneo foi introduzida no Brasil em 1901 e está amplamente distribuída pelo território nacional, causando prejuízos á fruticultura, atacando preferencialmente frutas exóticas, mas desenvolve-se em diversos hospedeiros nativos.
Como o próprio nome do evento diz Manejo Estratégico de Pragas exóticas, as pragas não são inéditas, são até muito conhecidas em outros países causando danos fenomenais. Quando uma praga nova para nós, como no caso destas quatro que serão focadas (cochonilha rosada, mosca branca, mosca das frutas e Helicoverpa armigera) o ideal é realizar o manejo estratégico, ou seja, a prevenção aos danos. Este é o debate, quais espécies estão por vir ou já estão aqui, onde se instalaram, como se dispersam e como deveremos realizar o manejo integrado destas pragas, muitas delas polífagas (atacam diversas culturas), fazendo pontes verdes (disseminação de uma cultura para outra), proliferando em "tigueras" (restos de cultura remanescente), etc.  Enfim o evento atualiza e equaliza informações, promove debate de técnicas usuais e esclarece produtores de amendoim, soja, feijão, milho, sorgo, laranja, café, hortaliças, frutas, apresentando soluções para uma agricultura diversificada.


 
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