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LIVRO Aline R. Coscione, Adriana M. Pires, Thiago Nogueira (organizadores)
A
destinação adequada do lodo de esgoto (LE) interfere, direta ou
indiretamente, na vida de toda a sociedade. No Brasil, o lodo de esgoto
é geralmente disposto em aterros sanitários, quando estes existem. Além
do alto custo, que pode representar até 50% do custo operacional de uma
estação de tratamento de esgoto (ETE), a disposição deste resíduo, com
elevada carga orgânica, agrava ainda mais o problema do manejo do lixo
urbano. A reciclagem da matéria orgânica e dos nutrientes presentes
neste resíduo é o principal benefício para o ambiente, que pode
substituir parcialmente também o uso de adubos químicos.
No momento em que foi criada os estudos de longo prazo em
condições edafo-climáticas brasileiras eram incipientes para servirem
como única base para o estabelecimento de uma norma nacional e a
Resolução foi criada tendo como base os resultados preliminares das
pesquisas nacionais disponíveis e normas de outros países. A fim de
permitir o aprimoramento da regulamentação, na própria resolução foi
prevista sua revisão para sete anos após sua publicação. Este volume
baseia-se nos resultados do Workshop sediado no Instituto Agronômico de
Campinas, no dias 19 e 20 de maio de 2009, em Campinas – SP , acrescido
de outras opiniões técnicas. Os assuntos relacionados foram abordados
por pesquisadores e técnicos capacitados envolvidos há tempos com a
questão do uso agrícola do lodo de esgoto no Brasil. Os palestrantes
estrangeiros convidados foram o Dr. Michael Warne da C-Siro (Austrália)
e o Dr. Anthony Hay da Cornell University (USA).
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